FOCO NA LIBERTADORES
O ano de 2006 jamais sairá da nossa história centenária, pois, como todos sabem, conquistamos nossos mais importantes títulos. E 2010 começa com a mesma perspectiva – como coincidência, mais uma vez um ano de Copa do Mundo, em que a Libertadores terá uma interrupção. Acredito ser importante lembrar os caminhos daquela conquista, e usar nossa experiência para tentar repetir o feito.
A competição esse ano estará, como sempre, muito difícil. Destaque inicial aos clubes brasileiros, todos com grupos fortes e estrelas que poderão fazer a diferença. Nesse sentido, caberá ao Inter se posicionar como em 2006. E quais foram as virtudes que levaram o Inter à gloriosa conquista? Na minha opinião, dois fatores foram decisivos: estar com o “Clube fechado” e ter vontade de ganhar.
Aqueles que jogam ou conhecem futebol sabem da importância da expressão “grupo fechado”. Significa objetivos comuns definidos, respeito mútuo, profissionalismo nas relações do vestiário. Os atletas e a comissão técnica não necessitam ser amigos, mas precisam, sim, lutar todos por objetivos comuns. E esse é um equilíbrio altamente instável, visto às diversidades características de um vestiário de futebol. Mas para vencer uma competição tão importante como a Libertadores da América, nosso Inter teve que ter mais do que grupo fechado. Teve de ter “Clube Fechado”.
E “Clube Fechado” pode ser caracterizado como uma Instituição em busca de um sonho. Da parte política, em que houve sempre tranquilidade e apoio de todos os setores do Clube para a conquista, passando por outro diferencial histórico, a forma de torcer. Não é à toa que 2006 é o marco da Popular do Inter. A nova forma de torcer que esses Colorados impregnaram no Beira-Rio foi uma das principais mudanças de comportamento da história contemporânea do Inter. Quantas vezes a desconfiança e as vaias no meio dos jogos rondaram nosso estádio em momentos decisivos? Em 2006 não. Fomos um único corpo gritando em todos os jogos, durante os 90 minutos "Colorado Colorado, nada vai nos separar!". Só poderia acontecer o que aconteceu.
De outra parte, na hora da final estávamos frente a um grande adversário, com enormes credenciais. Mas naquele momento, o nosso Cube queria vencer mais a Libertadores que o São Paulo. Sem dúvida, esse diferencial foi decisivo – o São Paulo já havia conquistado a Libertadores em outras oportunidades. Para nosso Inter era uma oportunidade histórica, um reencontro ao caminho das glórias fora do país. Com certeza essa vontade de vencer impregnou aquela jornada mágica, todos os atletas, mas especialmente Rafael Sóbis, prata da casa que nos emocionou ao fazer seus gols e mais ainda ao carregar triunfante nossa bandeira no Beira-Rio. Quem irá esquecer...?
Então, acho que para 2010 teremos que ter muito foco na Libertadores. Tudo deve ser Libertadores para nós. Temos que começar com força total, buscando a melhor campanha para sempre trazer a decisão para nossa casa e deixar que nossa torcida, com seus cânticos, também repita o apoio de 2006. Assim, respeitando todos adversários, teremos que nos impor coletivamente às individualidades nacionais e à raça estrangeira, na busca do nosso bicampeonato da Libertadores. Depois disso, bom depois é outra história.
Saudações Coloradas!
Eduardo Lacher
Movimento InterAção
22/02/2010
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